POLIOMIELITE – Tipos, Causas, Sintomas, Tratamentos e Prevenção

Poliomielite:

Poliomielite também conhecida como paralisia infantil, é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos.

A poliomielite foi praticamente erradicada em países industrializados com a vacinação de crianças, no Brasil, o último caso de poliomielite selvagem registrado e confirmado foi em 1989, onde a vacina contra a doença foi incorporada à caderneta de vacinas obrigatórias e o certificado de erradicação foi recebido em 1994, mas o vírus causador, no entanto, ainda pode ser encontrado em países da África e da Ásia.

Tipos de poliomielite:

A infecção pelo poliovírus não leva, necessariamente, à paralisia infantil. Existem dois tipos principais da doença:

  • Poliomielite paralítica
  • Poliomielite não-paralítica

Diagnóstico da pólio:

Os médicos muitas vezes conseguem reconhecer a doença por meio da observação dos sintomas, tais como dor e rigidez no pescoço, reflexos anormais, lentos ou inexistentes e dificuldade de deglutição e respiração.

Para confirmar o diagnóstico, uma amostra de secreções da garganta, fezes ou líquido cefalorraquidiano (líquido incolor que envolve o cérebro e a medula espinhal) é enviada para análise laboratorial, em que é confirmada a presença do poliovírus ou não.

Causas da poliomielite:

A poliomielite é causada pelo enterovírus poliovírus. Esse vírus é transmitido principalmente por alimentos e pela água contaminados ou pelas fezes e se multiplica na garganta e no intestino. Daí passa à corrente sanguínea e chega ao sistema nervoso, onde destrói as células motoras e causa paralisia flácida dos músculos por elas inervados.

Os músculos mais afetados são os dos membros inferiores, mas também podem ser outros, inclusive músculos da respiração e deglutição, gerando quadros graves e até mortais. Essa forma de transmissão faz com que os maus hábitos de higiene facilitem a sua propagação. O ser humano é o único hospedeiro da doença.

Sintomas:

Os sintomas de poliomelite surgem na maioria dos casos 3 dias após o contacto com o vírus, porém, podem surgir até 35 dias após a infecção e, normalmente incluem:

  • Febre baixa e constante;
  • Mal-estar geral;
  • Cansaço e sonolência;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia e inchaço abdominal;
  • Dor de garganta;
  • Rigidez da nuca e pescoço.

Além disso, a infecção pode avançar e provocar casos de poliomielite paralítica, incluindo sintomas como:

  • Contrações musculares e espasmos, que dificultam o andar;
  • Flacidez dos membros inferiores;
  • Hipersensibilidade ao toque;
  • Dificuldade para engolir.

Os indivíduos com estes sintomas e sinais devem ser levados para o hospital para serem avaliados por um neurologista.

A paralisia provocada pela poliomielite não tem cura, porém os indivíduos podem fazer sessões de fisioterapia para aumentar a autonomia e recuperar alguns movimentos.

Tratamento de Poliomielite:

Não existe cura para poliomielite, por isso o foco do tratamento reside em diminuir a sensação de desconforto, acelerar a recuperação e garantir a qualidade de vida do paciente.

O tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar complicações, mesmo porque, se uma pessoa infectada com o vírus não for atendida ao primeiro sinal da doença, ela estará sob risco aumentado de morte. Cuidados caseiros e acompanhados pelo médico podem ajudar na recuperação do paciente com pólio.

Complicações da Pólio:

A complicação mais grave da poliomielite é a paralisia dos músculos e que afeta as pernas, levando à perda da capacidade de andar.

Além disso, o cérebro pode ser afetado, diminuindo a capacidade de respirar podendo ser necessário um ventilador artificial para manter a respiração.

Transmissão da doença:

A transmissão da poliomielite acontece com contato da boca com fezes, muco ou catarro de um indivíduo infectado, sendo que os sintomas podem surgir 3 a 15 dias depois do contato com o vírus ou até 35 dias depois.

No entanto, é possível fazer a prevenção da poliomielite através da vacinação, assim como com medidas de prevenção que incluem a correta lavagem das mãos e dos alimentos.

Prevenção:

A poliomielite não tem tratamento específico. A doença deve ser evitada tanto através da vacinação contra a doença, como de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos.

As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação também são fatores que favorecem a transmissão da poliomielite. Logo, programas de saneamento básico são essenciais para a prevenção da doença.

No Brasil, a vacina é dada rotineiramente nos postos da rede municipal de saúde e durante as campanhas nacionais de vacinação.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre quatro e seis anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas.

Evolução da doença:

Uma pessoa que contraia o vírus pode não desenvolver a doença. A doença estabelecida pode causar paralisia flácida (transitória ou mais frequentemente permanente) em um ou em vários músculos e mesmo evoluir para a morte. O indivíduo infectado, sintomático ou não, elimina o vírus pelas fezes e pode contaminar outras pessoas.

Atenção – O conteúdo deste artigo é meramente informativo, e não tem nenhuma intensão de substituir a orientação, o diagnóstico, ou o aconselhamento médico profissional. Por favor, converse com seu médico para maiores informações.

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