MAL DE ALZHEIMER – Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento.

Mal de Alzheimer:

Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva irreversível, que acarreta a perda de memória e diversos distúrbios cognitivos. Em geral, o primeiro aspecto clínico é a deficiência da memória recente, enquanto as lembranças remotas são preservadas até determinado ponto da doença. Até o momento não foi encontrada nenhuma evidencia farmacológica que seja efetiva para a cura da doença porém existem tratamentos farmacológicos capazes de regredir o avanço da doença, portanto quanto mais cedo for detectada a doença melhor o aproveitamento do tratamento.

De acordo com alguns estudos, o Mal de Alzheimer atinge 10% dos idosos com mais de 65 anos e 40% dos idosos com mais de 80 anos. Estima-se que até 2050, 25% da população chegará a idade maior que 65 anos fazendo assim que a doença atinja proporções cada vez maiores.

Causas do Mal de Alzheimer:

Embora nenhuma pesquisa científica tenha comprovado as causas do Mal de Alzheimer, especula-se que determinadas características de uma proteína presente no sistema nervoso pode indicar probabilidade de desenvolver a doença. Além disso, indivíduos que sofreram contínuos traumatismos cranianos mostraram mais propensão ao problema.

Porém, embora a causa ainda não seja comprovada, estudos mostraram que ao aprender novas funções o organismo estimula as sinapses, conexão neurológica que acontece ao aprender algo novo, e retarda o aparecimento da doença. Tanto que, pesquisas indicam que há associação do Mal de Alzheimer com o analfabetismo e com a baixa escolaridade.

Sintomas da doença:

Inicialmente a Doença de alzheimer se apresenta de maneira branda e seus sintomas primários estão relacionados a perda de memória, como essa doença é progressiva normalmente os sintomas vão aparecendo conforme as regiões comprometidas pela degeneração neuronal. É importante ressaltar que apesar do mal de Alzheimer apresentar demência como sintomas, normalmente esses são menos graves quando comparamos com a demência comum.

Em estágios intermediários e avançados de Mal deAlzheimer aparecem os sintomas mais marcantes dessa doença, levando o indivíduo a ter alterações comportamentais, como comportamento agressivo, de fácil irritabilidade, ou fora dos padrões que este normalmente apresenta. Nestes casos também é comum pacientes portadores desse mal apresentarem alucinações e delírios relacionados aos sintomas psicóticos. Em muitos casos o paciente relata histórias do passado de maneira precisa e detalhada, porém não consegue se lembrar de fatos recentes de sua vida.

Diagnóstico:

Quando se suspeita de Alzheimer, o diagnóstico é geralmente confirmado com exames que avaliam o comportamento e a capacidade de raciocínio da pessoa, os quais podem ser complementados por um exame cerebral. No entanto, só é possível determinar um diagnóstico definitivo através de um exame ao tecido cerebral. À medida que a doença evolui, o quadro de sintomas pode incluir: confusão, irritabilidade, alterações de humor, comportamento agressivo, dificuldades com a linguagem e perda de memória a longo prazo. Em grande parte dos casos, a pessoa com Alzheimer afasta-se gradualmente da família e da sociedade. Gradualmente, o corpo vai perdendo as funções corporais normais, o que acaba por levar à morte. Uma vez que a doença se manifesta de forma diferente em cada pessoa, é difícil prever como irá afetar determinada pessoa.

Evolução da doença:

Antes de se manifestar por completo, a doença evolui ao longo de um período de tempo desconhecido e variável, podendo progredir ao longo de anos sem ser diagnosticada. Em média, a esperança de vida após o diagnóstico é de cerca de sete anos. Pouco mais de 3% das pessoas vive mais de 14 anos após o diagnóstico.

Tratamento:

O Sistema Único de Saúde oferece, por meio do Programa de Medicamentos Excepcionais, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer. Lembrando que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Mal de Alzheimer.

Para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e neurolépticos pode ser difícil controlar. Nesse caso recursos não medicamentosos, obtem-se um melhor controle da situação.

Drogas como a rivastigmina, donepezil, galantamina, entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais, principalmente gástrico, que podem inviabilizar o seu uso. Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas anticolinesterásicos, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a memantina, que atua diferente dos anticolinesterásico. A memantina é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada do Alzheimer, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia a dia.

A pessoa afetada torna-se gradualmente dependente da assistência de outros. Em muitos casos, é o cônjuge ou um familiar próximo quem assume o papel de principal cuidador. A doença tem um impacto significativo para os cuidadores, a nível social, psicológico, físico e económico. Em países desenvolvidos, o Mal de Alzheimer é uma das doenças com maiores custos sociais.

Prevenção:

Como é uma doença incurável, o Mal de Alzheimer ainda não possui uma forma de prevenção. Os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social permite, pelo menos, retardar a manifestação da doença. Entre as atividades recomendadas para estimular a memória, estão: leitura constante, exercícios de aritmética, jogos inteligentes e participação em atividades de grupo

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