LEISHMANIOSE – Tipos, Causas, Sintomas e Tratamentos

Leishmaniose:

A Leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania, os quais se espalham através da picada de mosquitos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito palha ou birigui.

Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há várias formas diferentes de Leishmaniose, sendo que as mais comuns são a cutânea, que causa feridas na pele, e visceral, que afeta alguns órgãos internos como fígado, medula óssea e baço.

Tipos de Leishmaniose:

Cutânea:

A Leishmaniose cutânea, que afeta a pele, costuma provocar úlceras na pele e é a forma mais comum da doença.

Visceral:

A Leishmaniose visceral, ou também conhecida como calazar, afeta os órgãos internos como o baço e fígado, e pode ser fatal, pois também atinge o sistema imunológico através de danos a esses órgãos.

Sinais e sintomas da doença:

Sintomas da L. visceral:

Pessoas com L. visceral geralmente têm febre, perda de peso, inchaço no baço e fígado, e alguns testes de sangue anormais. Por exemplo, pacientes geralmente tem baixa contagem de sangue, incluindo diminuição das células vermelhas (anemia), das células brancas e das plaquetas.

Sintomas da L. cutânea:

Pessoas com L. cutânea têm uma ou mais feridas na pele. Essas feridas podem mudar de tamanho e aparência com o tempo. Elas podem terminar parecendo com um vulcão com uma cratera central (úlcera).

Algumas feridas são cobertas por uma crosta. As feridas da L. cutânea podem ser doloridas ou não. Algumas pessoas têm glândulas inchadas perto das feridas.

Transmissão da doença:

A doença é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas.

Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

As fontes de infecção das Leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.
Na L. cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Diagnostico da doença:

Além da anamnese e dos exames clínicos, alguns exames laboratoriais como albumina, hemoglobina, enzimas hepáticas ficam alterados. É possível dosar anticorpos específicos.

O crescimento do fígado e do baço podem ser detectados pela palpação médica ou pela ultrassonografia

Exames diretos para pesquisa do parasita podem ser feitos através de escarificação das, punção aspirativa ou biópsia. O diagnóstico pode ainda ser confirmado por meio de cultivo do parasita em meio apropriado ou pela inoculação em cobaias.

Tratamento da Leishmaniose:

A pessoa com suspeita de Leishmaniose deve procurar um médico para tratamento. As feridas na pele decorrentes da doença geralmente saram por si mesmas sem tratamento. Porém, isso pode levar meses ou até anos, e deixar cicatrizes feias.

Outra preocupação é que alguns tipos de parasita se espalham da pele para o nariz e boca causando feridas nesses locais. A L. mucosa pode aparecer até anos depois que as feridas originais na pele sararam.

A melhor forma de prevenir a L. mucosa é tratar a infecção cutânea antes que ela se espalhe. Se não forem tratados, casos graves (avançados) de L. visceral podem causar morte.

Prevenção:

• Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
• Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
• Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
• Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
• Usar mosquiteiros para dormir;
• Usar telas protetoras em janelas e portas.

Saiba mais sobre a Leishmaniose – Pesquise abaixo

Pesquisa Personalizada
Botão de chamada CHS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*