HANSENÍASE – Sintomas, Transmissão, Tratamentos e Prevenção

Hanseníase:

hanseníase é definida como doença infecciosa e contagiosa causada pelo bacilo chamado Mycobacterium leprae. Esta doença não é hereditária e a evolução vai depender dos traços do sistema imunológico do indivíduo que foi infectado.

Embora seja uma doença basicamente cutânea, pode afetar os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos. O período de incubação pode durar de seis meses a seis anos.

Formas clínicas da hanseníase:

A doença pode apresentar principalmente quatro formas clínicas: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculoide e virchowiana. Em termos terapêuticos, somente dois tipos são considerados: paucibacilar (com poucos bacilos) e multibacilar (com muitos bacilos).

Transmissão da doença:

O modo de transmissão é o contato íntimo e prolongado com pacientes bacilíferos não tratados.

Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior, sejam pelas secreções nasais, gotículas de saliva que saem com a fala, tosse ou espirro. Este bacilo, que fica suspenso no ar por alguns segundos, pode contaminar uma pessoa próxima e desenvolver a doença.

Vale à pena ressaltar que o paciente em tratamento regular com medicação ou que já recebeu alta não transmite a doença.

Muitas pessoas que entram em contato com estes bacilos não adquirem a doença. Somente 5% delas irão desenvolver a hanseníase com o passar do tempo.

Fatores ligados à genética humana e ao sistema imunológico (defesa do organismo) irão determinar se um indivíduo irá ou não contrair a doença após o contato com o bacilo de hansen (outro nome do Mycobacterim leprae).

O período de incubação da hanseníase é bastante longo, variando de três a cinco anos. Período de incubação é o tempo necessário para o desenvolvimento dos primeiros sinais e sintomas da doença após o contágio ou contaminação pelo bacilo.

 Sintomas da hanseníase:

  • Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas, às vezes pouco visíveis e com limites imprecisos;
  • Alteração da temperatura no local afetado pelas manchas;
  • Comprometimento dos nervos periféricos;
  • Dormência em algumas regiões do corpo causada pelo comprometimento da enervação. A perda da sensibilidade local pode levar a feridas e à perda dos dedos ou de outras partes do organismo;
  • Aparecimento de caroços ou inchaço nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos;
  • Alteração da musculatura esquelética principalmente a das mãos, que resulta nas chamadas “mãos de garra”;
  • Infiltrações na face que caracterizam a face leonina característica da forma virchowiana da doença.

Diagnóstico da hanseníase:

O diagnóstico da hanseníase é basicamente clínico, baseado nas queixas, sinais e sintomas detectados no exame de toda a pele, olhos, palpação dos nervos, avaliação da sensibilidade superficial e da força muscular dos membros superiores e inferiores.

Em raros casos será necessário solicitar exames complementares em Unidades de Referência para confirmação diagnóstica.

Dentre os exames mais solicitados para confirmação diagnóstica está a pesquisa do bacilo de hansen na linfa. Trata-se de um exame onde se extrai um líquido (linfa) das orelhas, cotovelos ou joelhos após pressioná-los com uma pinça especial. A linfa então é mandada para o laboratório para análise e pesquisa do bacilo de hansen.

Existem outros métodos de diagnóstico em casos mais difíceis, como a biópsia de um nervo periférico (acometido pela doença) que é submetido para análise microscópica.

Tratamentos para a Hanseníase:

É importante deixar claro que a doença tem cura. O tratamento é realizado em unidades de saúde e não tem custo. A cura é mais fácil e veloz quanto antes ocorrer o diagnóstico.

Diagnosticado no estágio inicial:

O tempo estimado de tratamento é de 6 meses com medicação via oral, formado por associação de 2 ou 3 medicamentos e é chamado poliquimioterapia. A pessoa que possui tratamento regular ou que já teve alta não faz transmissão.

Diagnosticado em estágio avançado:

O tempo estimado será de um ano ou mais. Também com medicação via oral com associação de cerca de 3 medicamentos. Quanto mais tempo o paciente fica sem tratamento, maior é a probabilidade desse paciente disseminar a doença através do aparelho respiratório superior, pelas gotículas da fala, tosse, espirro e secreções nasais

Existe ainda uma complicação para o tratamento, o reconhecimento da doença. A maioria dos indivíduos que entra em contato com tais bacilos não tem desenvolvimento da hanseníase. Apenas um percentual pequeno, cerca de 5% dos indivíduos adoecem. Por isso, em caso de qualquer dúvida, procure um médico.

Prevenção da hanseníase:

É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da hanseníase e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação.

A prevenção da hanseníase baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.

Atenção – O conteúdo deste artigo é meramente informativo, e não tem nenhuma intensão de substituir a orientação, o diagnóstico, ou o aconselhamento médico profissional. Por favor, converse com seu médico para maiores informações.

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