DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA – Causas, Sintomas e Tratamentos

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica:

doença pulmonar obstrutiva crônica(DPOC) é uma doença crônica, progressiva e parcialmente reversível que acomete os pulmões e tem como principais características a destruição de seus alvéolos e o comprometimento dos restantes. Ocorre com mais frequência em homens mais velhos e fumantes. Pessoas que tiveram tubérculos também podem desenvolver a doença.

A doença pulmonar obstrutiva crônica faz com que o ar fique retido nos pulmões e reduz a quantidade de capilares nas paredes dos alvéolos. Estas alterações prejudicam as trocas gasosas (oxigênio por gás carbônico e vice versa) que ocorrem nos alvéolos.

Nas primeiras fases da doença, a concentração de oxigênio no sangue é reduzida, mas os valores de gás carbônico permanecem inalterados. Em fases mais avançadas, os valores de gás carbônico no sangue se elevam, enquanto a concentração de oxigênio é reduzida ainda mais.

Sintomas:

Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente.

Outras, costumam ter tosse com catarro durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o catarro torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito. À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo.

A falta de ar pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.

Causas:

Ao respirar, o ar entra nos seus pulmões através de dois grandes tubos, chamados brônquios. Dentro dos pulmões, estes tubos criam diversas ramificações, como uma árvore, que terminam em aglomerados de pequenos sacos de ar (alvéolos).

Os sacos de ar têm paredes muito finas cheias de pequenos vasos sanguíneos, chamados capilares. O oxigênio do ar inalado passa para estes vasos sanguíneos e entra na corrente sanguínea. Ao mesmo tempo, o dióxido de carbono – um gás que é um produzido durante esse processo – é exalado.

Os pulmões contam com a elasticidade natural dos brônquios e sacos aéreos para forçar o ar para fora do corpo – por isso o peito infla na inspiração e desincha da expiração. A doença pulmonar obstrutiva crônica faz com que eles percam essa elasticidade, o que deixa um pouco de ar preso nos pulmões quando se expira.

Obstrução das vias aéreas:

O enfisema, parte do quadro de DPOC, provoca a destruição das paredes frágeis e fibras elásticas dos alvéolos. Isso ocasiona um pequeno colapso das vias aéreas quando se expira, prejudicando o fluxo de ar para fora de dos pulmões.

Já a bronquite crônica deixa os brônquios inflamados, e por isso eles passam a produzir mais muco. Isso pode bloquear as ramificações mais estreitas, causando a dificuldade na respiração. Além disso, o organismo desenvolve a tosse crônica, na tentativa de limpar suas vias respiratórias.

Diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica:

O diagnóstico na fase inicial da doença é extremamente importante para impedir seu avanço e o comprometimento maior das funções pulmonares, além de garantir a maior eficácia do tratamento.

Estudos revelam que a deterioração da doença é mais rápida nas fases iniciais – assim sendo, a intervenção precoce se faz ainda mais importante e necessária. No entanto, a maioria dos doentes é diagnosticada já numa fase moderada ou grave, depois de um primeiro episódio de agravamento da doença ou quando surgem queixas de cansaço fácil e de dificuldade respiratória.

O diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica é feito baseado as alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente.

O diagnóstico deve ser confirmado por alguns exames:

Espirometria:

espirometria ou prova de função pulmonar é um exame que avalia os volumes e fluxos de ar que entram e saem do pulmão.

Utiliza-se um aparelho no qual a pessoa assopra em um bocal, chamado espirômetro, e avalia-se o fluxo e a quantidade de ar que sai dos pulmões. Se o resultado indicar alguma alteração, outros exames serão necessários para confirmar um diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica.

Gasometria arterial:

gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para verificar se os pulmões são capazes de mover o oxigênio dos brônquios para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.

Exames de imagem:

A radiografia de tórax pode mostrar enfisema, uma das principais causas da DPOC. Um raio-X também pode descartar outros problemas pulmonares ou insuficiência cardíaca, confirmando o diagnóstico de DPOC.

A tomografia computadorizada dos pulmões, pode ajudar a detectar enfisema e a determinar se paciente pode se beneficiar de uma cirurgia para a doença pulmonar obstrutiva crônica.

A tomografia computadorizada também pode ser usada para detectar o câncer de pulmão, que é comum entre pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica.

Tratamento:

De inicio, recomenda-se o abandono do hábito de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste.

Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (sprays ou “bombinhas”), turbohaler ( um tipo de “bombinha” que se inala um pó seco ), rotadisks (uma “bombinha” com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar.

Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica.

O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com doença pulmonar obstrutiva crônica, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente.

Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.

Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.

Evolução da doença:

Na fase inicial, a doença pulmonar obstrutiva crônica é parcialmente reversível. Um bom prognóstico da doença depende do diagnóstico precoce, de um tratamento adequado e da abstinência do tabaco.

Pacientes que deixam de fumar obtêm uma melhora imediata da função pulmonar; os que continuam fumando sofrem declínio rápido e progressivo das funções pulmonares.

Uma reabilitação pulmonar multidisciplinar comprovadamente aumenta a sobrevida dos pacientes.

Prevenção:

A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma das poucas doenças que podem ser quase totalmente prevenidas (com exceção de raros casos genéticos) com a tomadas das seguintes medidas:

Parar de fumar:

A principal prevenção de DPOC é nunca fumar ou, se caso fume, parar de fumar. Se estiver tendo dificuldades para parar de fumar, peça informações ao profissional que cuida de sua saúde sobre programas antitabagismo.

Evite ser fumante passivo:

As pesquisas comprovam que o fumo passivo deve ser levado a sério. De acordo com a American Lung Association, 3.400 mortes ocorrem todos os anos devido a casos câncer de pulmão relacionado ao fumo passivo, e as autoridades do Surgeon General relatam que não existem níveis de fumo passivo sem riscos.

Evite poluentes ocupacionais:

Vapores e poeiras de substâncias químicas também causam doença pulmonar obstrutiva crônica, portanto, fique alerta e proteja-se. Converse sobre prevenção com seu empregador e/ou use uma máscara protetora para evitar poluentes no local de trabalho.

Atenção – O conteúdo deste artigo é meramente informativo, e não tem nenhuma intensão de substituir a orientação, o diagnóstico, ou o aconselhamento médico profissional. Por favor, converse com seu médico para maiores informações.

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