DOENÇA ISQUÊMICA DO CORAÇÃO – Causas, Sintomas, Tratamentos e Prevenção

Doença Isquêmica do Coração:

A Doença Isquêmica do Coração afeta as artérias coronárias diminuindo a circulação sanguínea do órgão, provocando isquemia (diminuição do oxigênio que chega ao coração) o que causa Angina ou Infarto.

Causas da Doença Isquêmica do Coração:

As causas da Doença Isquêmica do Coração ainda são desconhecidos. Apesar de existirem muitas teorias possíveis, uma das causas específicas desta doença não foi reduzida. Há muitos fatores que apresentam riscos para esta doença, o controle destes fatores é de fundamental importância para se obter resultados favoráveis ​​na prevenção da mesma.

Fatores genéticos, tais como histórico familiar da doença não pode ser evitado, então, é óbvio que o indivíduo terá que manter um estilo de vida saudável para todos os outros aspectos que fazem todo o possível para impedir a entrada da doença.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para Doença Isquêmica do Coração são:

  • Colesterol;
  • Diabetes;
  • Estresse;
  • Hipertensão;
  • História da doença na família;
  • Obesidade,
  • Poluição do ar;
  • Tabagismo.

Tratamento para Doença Isquêmica do Coração:

Controlar a pressão arterial – O controle da pressão arterial significa diminuição de risco para infarto de 15% e de risco para derrame de 42%.

Parar de fumar – O simples fato de parar de fumar significa diminuir em 50% o risco de infarto e em 70% de risco de morte.

Perder peso e fazer exercícios – Hábitos saudáveis como fazer exercícios e consequentemente perder pesosignifica diminuir em 25% o risco de diabetes. Quem tem diabetes apresenta um risco cerca de 4 vezes de morrer de doença cardiovasculares.

Consequências da doença:

A Doença Isquêmica do Coração pode acarretar consequências como isquemia cerebral, popularmente chamada de “derrame” quando ocorre vazamento de sangue pelo cérebro (área mais escura)

Essa isquemia cerebral pode originar muitos danos ao corpo, tais como:

  • Infarto do miocárdio ou em outro local;
  • Acidente vascular cerebral ou em outro local;
  • gangrena;
  • Disfunção erétil;
  • Torpor de extremidades (perda parcial ou total da sensibilidade nos pés ou nas mãos);
  • Retinopatia diabética;

Se a isquemia chega a eliminar completamente o fornecimento de sangue ao tecido muscular cardíaco, ocorrendo privação da ATP e da fosfocreatina e acumulação de lactato, o que leva a uma ausência de contração muscular cardíaca, que por sua vez leva a uma necrose (morte) celular dos tecidos isquêmicos, obrigando à amputação de membros.

Se a eliminação do fornecimento de sangue ao coração for gradual, ocorre:

  • Diminuição da concentração de oxigênio;
  • Dependência do metabolismo anaeróbio ;
  • Pouca B-oxidação dos ácidos graxos;
  • Disfunção contrátil.

Ao restabelecer-se a corrente sanguínea, verifica-se um aumento da B-oxidação dos ácidos gordos (também chamados ácidos graxos) e uma diminuição da atividade da PDH (pois a principal fonte de energia volta a ser os ácidos gordos e não o piruvato/lactato)

Prevenção para Doença Isquêmica do Coração:

As medidas de prevenção da Doença Isquêmica do Coração podem ser subdivididas em dois grupos:

Medidas não-farmacológicas (não dependem do uso de remédios) e medidas farmacológicas.

Medidas não-farmacológicas:

Parar de fumar – O tabagismo é um dos principais fatores de risco para Doença Isquêmica do Coração. É importante ressaltar, que mesmo com pouca exposição ao tabaco ou uso de cigarros com baixo teor de nicotina aumentam substancialmente o risco de desenvolver angina e infarto agudo do miocárdio.

Mulheres que fumam e usam anticoncepcionais aumentam não só o risco de infarto, mas também de derrame cerebral. No entanto, em apenas um ano sem fumar o risco de problemas cardíacos já diminui drasticamente, independente da idade ou de quanto tempo essa pessoa fumou.

Praticar exercícios físicos regulares – Exercícios regulares diminuem significativamente o risco de desenvolver Doença Isquêmica do Coração. Os exercícios físicos tendem a diminuir o peso corporal, o que ajuda no controle da pressão arterial, colesterol e diabetes.

O ideal é fazer pelo menos 150 minutos de exercícios por semana ( 5 sessões de 30 min ou 3 sessões de 50 minutos).Antes de iniciar um programa de exercícios físicos, é aconselhado fazer uma avaliação médica, principalmente para pessoas com hábitos de vida sedentários.

Manter uma dieta saudável – Uma dieta saudável se caracteriza por conter pouca gordura e sal, além de ser rica em frutas, vegetais e proteínas com baixo teor de gordura. Gorduras trans e saturadas são especialmente maléficas a saúde e devem ser evitadas.

As gorduras saturadas são usualmente achadas na carne vermelha e laticínios. Gorduras trans podem ser encontradas em frituras e pães. Peixes, óleo de oliva, óleo de canola e grãos como amêndoas e nozes são alimentos ricos em proteínas com baixo teor de gordura contém omega-3, substância que comprovadamente diminui colesterol e risco de doenças cardiovasculares.

Evitar o excesso de peso – Excesso de peso (sobrepeso) pode levar a condições que aumentam risco de doenças cardiovasculares como pressão alta, colesterol elevado e diabetes. Uma maneira rápida de diagnosticar o excesso de peso é através da circunferência da cintura.

Homens com cintura maior que 102 cm e mulheres com cintura maior que 89 cm são considerados indivíduos com sobrepeso e apresentam risco aumentado de doença cardiovascular. Pequenas diminuições como apenas 10% do peso já diminuem risco de doenças isquêmica do coração.

Medidas Farmacológicas:

Controlar a pressão arterial e níveis de colesterol – Em indivíduos com pressão alta ou colesterol elevado, é aconselhado um acompanhamento médico e eventuais medicações que podem ajudar no controle destas doenças e consequentemente diminuir risco de doenças do coração.

Uso de aspirina infantil – O uso de aspirina infantil diariamente diminui chance de formar coágulos sanguíneos e pode estar indicado na prevenção de doenças do coração e derrame cerebral. Pessoas que já tiveram infarto ou derrame e pessoas com diagnóstico de colesterol elevado, diabetes e pressão alta podem ter indicação de usar aspirina em baixas doses.

Atenção – O conteúdo deste artigo é meramente informativo, e não tem nenhuma intensão de substituir a orientação, o diagnóstico, ou o aconselhamento médico profissional. Por favor, converse com seu médico para maiores informações.

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