CARCINOMA BASOCELULAR – Sintomas, Fatores de Risco, Tratamento e Prevenção

Carcinoma Basocelular:

Carcinoma basocelular ou basalioma é um dos cânceres mais comuns do mundo, especialmente entre pessoas de pele clara em países tropicais ou subtropicais que passam muito tempo expostas ao sol, sem protetor.

Caracterisa-se por uma lesão maligna de crescimento lento, com origem na camada basal da epiderme constituída por células especializadas em constante multiplicação, ou nos apêndices cutâneos (pelos, glândulas sebáceas ou sudoríparas, por exemplo). A doença afeta mais os homens do que as mulheres e costuma ser rara em crianças e negros.

O Carcinoma Basocelular é um problema “local”, causando invasão e destruição da pele no local acometido. Contudo, raramente a doença  metastiza, isto é, espalha pelo corpo. Por esta razão, é considerado um tumor maligno de bom comportamento.

Tipos de Carcinoma Basocelular:

Os carcinomas basocelulares podem apresentar-se de diversas formas clínicas:

Carcinoma Basocelular nodular ou nódulo-ulcerativo:

Esta a forma mais comum da doença, apresenta-se como um nódulo (bolinha) de coloração rósea, bordas arredondadas e brilho perolado, por vezes, apresentando minúsculos vasos sanguíneos, conhecidos como teleangiectasias. O brilho perolado e as teleangiectasias são importantes características para se reconhecer um carcinoma basocelular, que normalmente ulcera, fere com facilidade, e quando ulcera, normalmente não cicatriza.

Esta é uma das características dos carcinomas basocelulares: ferida que não cicatriza.

O crescimento é lento, mas se não for cuidado de forma adequada, o CBC pode atingir grandes tamanhos.

Carcinoma Basocelular esclerodermiforme:

Esta variante clínica caracteriza-se por um comportamento mais agressivo, clinicamente lembra uma cicatriz, é uma placa branco-amarelada ou rósea, com limites mal definidos. Esta forma esclerodermiforme é difícil de ser diagnosticada, normalmente apenas médico muito bem treinados são capazes de fazer o diagnóstico.

Carcinoma Basocelular superficial:

Esta forma clínica é mais comum em indivíduos jovens e ocorre principalmente nas costas e membros inferiores. Clinicamente caracteriza-se por uma área avermelhada, descamativa e mal delimitada. É difícil diferenciar esse tippo de carcinoma de outras doenças da pele como psoríase e eczema, Doença de Bowen e queratose actínica. Um recurso muito útil na diferenciação entre carcinoma basocelular e estas doenças é a dermatoscopia.

Carcinoma Basocelular pigmentado:

Qualquer das três formas clínicas acima pode ser pigmentada, mas é mais comum a pigmentação na forma nódulo ulcerativa. A incidência de carcinoma basocelular pigmentado varia, sendo mais freqüente em indivíduos de pele mais escura. A forma pigmentada faz diagnóstico diferencial com queratoses seborreicas e melanomas.

Fatores de risco:

O carcinoma basocelular tem como principais fatores de risco:

Exposição solar:

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para câncer de pele do tipo carcinoma basocelular. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco dela ter um carcinoma basocelular.

Idade e sexo:

O carcinoma basocelular incide preferencialmente na idade adulta, na quinta ou sexta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

Características da pele:

Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo. Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco. Aqueles que têm muitos pintas espalhados pelo corpo também devem ficar atenta a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem.

Histórico familiar:

Um carcinoma basocelular é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares de câncer de pele. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

Histórico pessoal:

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o tumor. Caso a pessoa já tenha sido tratada para o carcinoma espinocelular e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.

Imunidade enfraquecida:

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Sintomas de Carcinoma Basocelular:

Na grande maioria dos casos o carcinoma basocelular surge na face do paciente. A manifestação mais comum é uma pequena lesão de cor rósea e de consistência firme. O nódulo também costuma apresentar um aspecto perolado e brilhante.

Muitas vezes as lesões sangram e dão origem a crostas. Outros sinais um pouco menos frequentes são nódulos pontilhados e escuros, assim como cicatrizes superficiais e placas descamativas e vermelhas.

As lesões possuem um crescimento bem lento, portanto, é preciso ficar atento ao processo. Todas as marcas que cocem ou que sangram devem ser avaliadas por médicos especializados. O tratamento para a condição existe e geralmente é cirúrgico. Não hesite em procurar por um profissional diante dos primeiros sintomas.

Tipos de tratamento:

O tratamento do carcinoma basocelular é preferencialmente cirúrgico, com retirada completa da lesão, mas uma série de outros tratamentos estão disponíveis, dependendo do tipo, localização e gravidade do tumor.

Tratamento não cirúrgicos:

Crioterapia:

A destruição por congelamento do tumor é bastante eficaz no tratamento do carcinoma basocelular. No geral a resposta terapêutica é boa, com recidivas menores que 10%.

Radioterapia:

Radioterapia pode ser usada como tratamento primário do CBC com intenção curativa, ou como tratamento associado. Pode ser usada antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor ou pós-operatório para evitar recidivas. Quando usada com intenção curativa, tem bons índices de cura.

Terapia fotodinâmica:

Também conhecido como PDT (photodynamic therapy). Tratamento mais recente que usa um agente fotossensibilizante na presença de uma fonte luminosa apropriada para causar morte celular e destruição seletiva do tumor.

Atualmente está indicada somente para casos de carcinoma basocelular superficial. Seu uso em outras formas de CBC ou mesmo em variantes agressivas não é indicado. Tem uma boa resposta terapêutica e um excelente resultado cosmético.

Vismodegib:

O vismodegib é uma forma de quimioterapia para o tratamento do carcinoma basocelular. O mecanismo de ação é a inibição de uma via enzimáticas chamada via hedgehog. Normalmente nos carcinomas basocelulares existem mutações que levam à ativação desta via. O vismodegib está disponível em cápsulas e está indicado em carcinoma basocelulares metastáticos ou inoperáveis.

Prevenção do Carcinoma Basocelular:

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:

Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente. Reaplique-o pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol

Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que você puder. O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos.

Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco

Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

Atenção – O conteúdo deste artigo é meramente informativo, e não tem nenhuma intensão de substituir a orientação, o diagnóstico, ou o aconselhamento médico profissional. Por favor, converse com seu médico para maiores informações.

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